terça-feira, 11 de setembro de 2012

Trocas, doações e reciclagem



Minha esposa descobriu um grupo de trocas e doações no feicibuqui. Pessoas bacanas, jovens, com mentes alternativas. No início, fiquei preocupado, já que ela se empolgou, tava trocando sapatos, bolsas, blusas, etc e tal. Cheguei a ficar com medo de ser incluído em alguma troca, mas me explicaram que não é permitido pelas regras do grupo. Menos mal, né?
Pois bem, uma das garotas ofereceu restos de MDF, pois a mãe tem uma marcenaria e as sobras viram lixo. Fui lá com a pampinha (sempre ela, e busquei). Na foto a direita, as madeiras já na garagem de casa. O primeiro "produto" que fiz com elas foi este criado-mudo da foto a esquerda. Hoje, saiu algo mais "complexo", os armários e gavetas embaixo da pia (foto principal).
Detalhe: as portas dos armários eu já tinha. Fiz 4 gavetas e um nicho com as madeiras que ganhamos. Agora falta só o acabamento na parte debaixo, entre o rodapé e a cerâmica onde estão os armários. Ficou simpático, não?
Abraços a todos.

domingo, 9 de setembro de 2012

Veredas, veredazinhas



"Vou lhe falar. Lhe falo do sertão. Do que não sei. Um grande sertão! Não sei. Ninguém ainda não sabe. Só umas raríssimas pessoas -e só essas poucas veredas, veredazinhas".  (pág 116)

"Agora, por aqui, o senhor já viu: Rio é só o São Francisco, o Rio do Chico. O resto pequeno é vereda". (pág 90)

E que, com nosso cansaço em seguir, sem eu nem saber, o roteiro de Deus nas serras dos Gerais, viemos subindo até chegar de repente na Fazenda Santa Catarina, nos Buritis-Altos, cabeceira de vereda". (pág 323)


"Digo -se achava água. O que não em -apenas água de touceira de gravatá, conservada. Mas, em lugar onde foi córrego morto, cacimba d'água, viável para os cavalos. Então, alegria. E tinha até uns embrejados, onde só faltava o buriti: palmeira alalã -pelas veredas. E buraco-poço, água que dava prazer em se olhar." (pág. 525)

As citações acima, como tudo parece indicar, são do Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. A indicação das páginas podem variar de acordo com a edição, então, usei a 19ª Edição, da Editora Nova Fronteira, 2001.

Mas, qual a razão de trazer estas imagens e estes textos para o blog onde eu só falo da casa? É porque desde que comecei a construção (junho do ano passado), eu não tinha mais feito nenhuma viagem maior. Ficava literalmente "dentro da toca". Pois bem, neste fim de semana fui para Minas Gerais (Conselheiro Lafaiete e Congonhas) para uma festa de aniversário de 20 anos de meu moto grupo. Lá encontrei um amigo, de nome Giordano, que se dizia fã de Manuel de Barros. Eu comentei sobre a minha predileção por Guimarães Rosa (sim, na minha "bio" cito O Grande Sertão e digo também que sou motociclista e fotógrafo). Viu como as peças começam a se encaixar?

Então, já que citei o "Giordano", Vou contar-lhes o que vi hoje. No retorno para casa (rodei 830 km, na Fazer vermelhinha), entre BH e 3 Marias, passei pela entrada para Cordisburgo, terra natal de Guimarães Rosa. (Que dizia ser nascido no Burgo do Coração). Parei e fiz a foto que está no meio, "Circuito Guimarães Rosa". Rodei mais um pouco e fotografei de cima da ponte em 3 Marias as águas do "Velho Chico". A vida segue e a viagem também. Lá pras bandas de Andrequicé (terra de Manuelão, personagem que Rosa citou em outras obras também) eis que vejo a foto principal no alto da página: vários buritis e no meio deles uma pequena nascente, ou "vereda, veredazinha".

Coincidência? É pode ser...para quem acredita nelas. Ou como dizia Rosa: "Será não? Será?" (pág. 26)
Abraços a todos.



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Alfa, o goleirão

Hoje completou 30 anos que cheguei a Brasília. Fiz minha mudança do interior de SP para cá de moto, numa Yamaha RX 180. Moto pequena, 2 tempos, mas valente. Isso foi numa sexta-feira, 13 de agosto de 1982.
Aqui fiz faculdade, trabalhei, namorei, casei, tive filho, construi minha casa e não pretendo me mudar tão cedo. Esta semana mesmo plantei mais uma frutífera que quero ver crescer. Alguém tem idéia de quanto tempo leva um pé de graviola para dar frutos?
 Pois bem, para comemorar, posto este vídeo gravado hoje, em casa. Meu filho, joga a bolinha para o Alfa pegar. O canino faz uma defesa, que garantiria vaga para ele em muito time por ai. Confiram no vídeo.

Obs.: no vídeo aparece uma moto, CB 400, que por coincidência é também de 1982. Ela está parada há algum tempo. Em breve pretendo arrumar o motorzão, mas isso é outra história. Ok?

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Tempo é dinheiro?



Alguns fatores contribuíram para que em 7 meses de obra eu tenha conseguido me mudar para a casa. Houve planejamento, tinha economizado dinheiro para chegar até o telhado antes da época das chuvas, a pampinha agilizou e evitou que eu pagasse fretes, etc. Mas teve um outro detalhe importante: negociei na empresa em que eu trabalhava que iria primeiro na obra e depois para o trabalho. Assim, acordava cedo, via se estava tudo ok ou se precisava comprar mais cimento, por exemplo, e depois ia para o trabalho. Tinha dia que complicava e acabava chegando lá só na hora do almoço. Este "acompanhamento da obra" foi fundamental. Evitou desperdícios, economizou, agilizou.
Pois, bem. Vim morar aqui e claro, faltando ainda alguns detalhes a serem completados. Como plantar grama, cuidar da cerca-viva, das árvores, da calçadinha, fazer o pergolado, horta...e por aí vai. Mudei de emprego, o salário melhorou, mas não tinha mais disponibilidade de tempo para fazer as coisas, só nos fins de semana. Minha passagem neste novo emprego foi rápida. Nestas mudanças, recebi férias, 13º, FGTS...zerei as faturas do cartão de crédito e consegui comprar de novo uma moto. Ou seja, sai no lucro.
Agora tomei uma decisão importante sobre trabalho. Tenho um cliente que presto consultoria há uns 5 anos, temos tido bons resultados juntos, acabamos de ganhar um prêmio importante de marketing e vendas. Negociei com este cliente a prestação de um serviço continuado que me permitirá trabalhar em casa, pela internet. Receberei um valor fixo mensal que pagará as minhas "despesas básicas",  com a possibilidade de fazer outros serviços para este e para outros clientes eventuais, que me darão o "dinheirinho extra". 
Ter a casa e poder trabalhar nela, é a realização de um projeto de vida. Posso organizar melhor meu tempo, evito pegar trânsito todo dia para ir trabalhar e posso cuidar dos detalhes que faltam na casa. Minha esposa comentou que o Alfa vai gostar de conviver mais com o dono também. 
Assim, vamos indo. Como mostram as fotos,  no alto, a cerca viva na parte da frente que acabei de aparar. Do lado esquerdo, a cerca viva da lateral e as estacas que coloquei junto aos pés de maracujá que plantei. Entre estas estacas e a parede da varanda, em breve espero ter o pergolado, que será "invadido" pelo maracujá. Na foto da direita, mais um detalhe da calçadinha feita ao redor de toda a casa. Tem a função de proteger a fundação de infiltrações, fazendo um "passeio" ao redor dela. Vou comprar a pedra miracema e eu mesmo revestirei toda a calçadinha.
Adeus ponto eletrônico e catraca de entrada no serviço. Não sentirei a menor saudade. Abraços a todos.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Fazer. Sempre

Conversando com minha chefe no trabalho, ela disse que a casa dela tem 12 anos e ainda não está pronta. Respirei mais tranquilo, pois até já me trollaram dizendo que a casa está parecendo "obra de paróquia", que não termina nunca. Hoje o pedreiro termina a calçadinha em volta da casa. Pretendo depois revestir com pedra miracema, um pedra áspera, preta, cortada em pedaços de 10X20 cm (mais R$ 800).
Até setembro, antes de começar as chuvas, estas são as prioridades : colocar porta de vidro de correr na sala (atualmente está fechada com vidro fixo. Último orçamento R$ 1,7 mil) Plantar cerca de 400 m2 de grama no terreno (custo R$ 2,4 mil). Construir 4 pilares de alvenaria e colocar o pergolado ao lado da varanda (imagino gastar uns mil reais), fazer o rejunte externo nas paredes com cimento e terra, passar selador (calculo uns 1,5 mil).
Ficará faltando terminar a rampa de acesso à garagem,  levantar 7 metros de muro em alvenaria na frente da casa e colocar um portão de ferro. Mas isso fica para depois, deixa a cerca viva crescer com as chuvas do fim do ano. E claro, programar o caixa para dar conta de tudo.

Falando em fazer, a novidade é a nova Fazer. A XT (a "negona" ao lado)virou o telhado da casa e a Fazer (a azulzinha acima) virou blindex e o piso da varanda. Pois agora, comprei outra Fazer, esta vermelhinha da foto. Do mesmo ano da que vendi, só que com menor quilometragem e mais "incrementada" com acessórios. Já rodei 550 km com ela e gastei exatamente R$ 47,00 de combustível. A pampinha que me perdoe, mas andar com moto é 3X mais econômico.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Cobertura Verde

A lateral da casa, com o "paredão", fica voltada para o lado norte do terreno. Ou seja, onde bate o sol com maior intensidade durante todo o dia. Aquela "pequena" abertura, mais ao fundo, tem 3 metros de comprimento (por isso a grossa viga de sustentação em concreto). O paredão acompanha a lateral da varanda, ou seja, 11,5 metros. Pois bem. A ideia agora é fazer um pergolado em toda a sua extensão, com cerca de 3 metros de largura, sobre a grama que vou plantar em breve.
Para isso, já plantei  6 metros lineares de mudas de maracujá perto da cerca viva, no limite do terreno. Fazendo o pergolado de madeira, ele será "suporte" para o maracujá subir e se espalhar.
Encontrei uma empresa que vende pergolados prontos e instalados. O problema é o preço: em torno de R$ 300, o metro quadrado. Me ofereceram uma "promoção", onde um pergolado com 6 X 3 metros custaria "somente" R$ 4.200. Ou 3 pagamentos de R$ 1.400.
Troquei uma ideia com o "seo Manuel", que está fazendo a calçadinha em toda as laterais da casa e resolvi: ele vai levantar 4 pilares de tijolos (sobraram tijolos), iguais aos que tenho no fundo da casa (foto ao lado), sobre estes pilares colocarei 3 vigas de madeira com 3,5 metros cada. Assim elas terão quase o mesmo comprimento do paredão. Sobre elas eu colocarei vigas de eucalipto tratado, roliços, a cada 40 cm, que terminarão no paredão.
Assim, este pergolado acrescentará 31,5 metros quadrados a minha varanda. Bem maior que os 18 metros do que me ofereceram pronto, por menos da metade do preço. É, me convenci de que vai valer a pena fazer isso. O que vocês acham?Abraços a todos.

domingo, 10 de junho de 2012

Niver da Casa

 Há exatamente um ano eu fotografava o início da obra da casa. Há 5 meses me mudei para ela. A foto na esquerda mostra como está agora. A árvore que aparece junto a pampinha é uma mangueira, que já está com mais de 1 metro de altura. No canto da foto, a parte "limpa, sem mato" é a divisa do terreno. Ali estão as mudas da cerca viva, que agora está indo bem (acertei a adubação). Espero até agosto/setembro, quando volta a chover por aqui, limpar o mato da frente da casa e plantar grama. Isso dará um bom "upgrade" no visual. Daqui mais um ano, espero que a cerca viva já funcione como "muro", cercando todo o terreno.
Enquanto isso, vou cuidando de pequenos detalhes, como por exemplo esta bancada em MDF que estou montando. Serão duas peças iguais, com 80 cm de largura, 40 de profundidade e 80 cm de altura. Elas tem rodinhas e em cima colocarei uma pedra de granito igual a da pia da cozinha. Na parte da frente delas, duas portas de correr e uma prateleira interna. A ideia é que dividam a sala da cozinha, funcionando como bancada de apoio para preparo dos pratos. As rodinhas são para poder levá-las para a varanda quando estiver fazendo churrasco(hoje farei, para comemorar 1 ano do início da obra, ok?). A foto abaixo é de ontem, quando comecei a montar a primeira peça. Hoje montarei a segunda, colocarei as portas de correr e as prateleiras internas. Ficará faltando só o tampo em granito, que durante a semana será colocado.
As árvores frutíferas, a cerca viva, o gramado...espero poder mostrar a evolução no próximo "aniversário" da casa. Afinal, a velocidade do crescimento delas é outra, a mãe natureza é quem dita o ritmo. A gente faz a nossa parte: planeja, planta, cuida e tem que ter paciência. É assim com tudo, né? Abraços a todos.