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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Acomodações para o Fim do Mundo

Sobre a festa que estamos querendo fazer aqui em dezembro, minha esposa postou no feicebuqui que quem estiver voltando de Alto Paraíso no "Fim do Mundo" pode estacionar os discos voadores aqui no condomínio porque ainda tem muito lote vago. Ok, se o estacionamento está garantido, e as acomodações?
A solução será inaugurar uma "área de camping" para o pessoal. Tem um mês e meio que o gramado foi plantado. Há 15 dias aparei pela primeira vez. Ontem, agora já com um cortador de grama de verdade, tive que aparar pela segunda vez. Faz uma grande diferença tudo "nivelado", certinho. Está chovendo regularmente e com o adubo que espalhei, imagino que daqui 40 dias o gramado já servirá perfeitamente como "acomodação" para os convidados. Basta lembrar de trazer a barraca de camping, né?
 Juntando a lateral, a frente e o fundo, são cerca de 300 metros de gramado. Acho que dá para acomodar um bocado de barracas e pessoas, não? Façam suas reservas...rs.

domingo, 9 de setembro de 2012

Veredas, veredazinhas



"Vou lhe falar. Lhe falo do sertão. Do que não sei. Um grande sertão! Não sei. Ninguém ainda não sabe. Só umas raríssimas pessoas -e só essas poucas veredas, veredazinhas".  (pág 116)

"Agora, por aqui, o senhor já viu: Rio é só o São Francisco, o Rio do Chico. O resto pequeno é vereda". (pág 90)

E que, com nosso cansaço em seguir, sem eu nem saber, o roteiro de Deus nas serras dos Gerais, viemos subindo até chegar de repente na Fazenda Santa Catarina, nos Buritis-Altos, cabeceira de vereda". (pág 323)


"Digo -se achava água. O que não em -apenas água de touceira de gravatá, conservada. Mas, em lugar onde foi córrego morto, cacimba d'água, viável para os cavalos. Então, alegria. E tinha até uns embrejados, onde só faltava o buriti: palmeira alalã -pelas veredas. E buraco-poço, água que dava prazer em se olhar." (pág. 525)

As citações acima, como tudo parece indicar, são do Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. A indicação das páginas podem variar de acordo com a edição, então, usei a 19ª Edição, da Editora Nova Fronteira, 2001.

Mas, qual a razão de trazer estas imagens e estes textos para o blog onde eu só falo da casa? É porque desde que comecei a construção (junho do ano passado), eu não tinha mais feito nenhuma viagem maior. Ficava literalmente "dentro da toca". Pois bem, neste fim de semana fui para Minas Gerais (Conselheiro Lafaiete e Congonhas) para uma festa de aniversário de 20 anos de meu moto grupo. Lá encontrei um amigo, de nome Giordano, que se dizia fã de Manuel de Barros. Eu comentei sobre a minha predileção por Guimarães Rosa (sim, na minha "bio" cito O Grande Sertão e digo também que sou motociclista e fotógrafo). Viu como as peças começam a se encaixar?

Então, já que citei o "Giordano", Vou contar-lhes o que vi hoje. No retorno para casa (rodei 830 km, na Fazer vermelhinha), entre BH e 3 Marias, passei pela entrada para Cordisburgo, terra natal de Guimarães Rosa. (Que dizia ser nascido no Burgo do Coração). Parei e fiz a foto que está no meio, "Circuito Guimarães Rosa". Rodei mais um pouco e fotografei de cima da ponte em 3 Marias as águas do "Velho Chico". A vida segue e a viagem também. Lá pras bandas de Andrequicé (terra de Manuelão, personagem que Rosa citou em outras obras também) eis que vejo a foto principal no alto da página: vários buritis e no meio deles uma pequena nascente, ou "vereda, veredazinha".

Coincidência? É pode ser...para quem acredita nelas. Ou como dizia Rosa: "Será não? Será?" (pág. 26)
Abraços a todos.