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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Peão sim, porque não?

Eu falei aqui do seu Manoel e uma amiga até comentou que era o mestre de obras dos sonhos de qualquer um. Mas, uma coisa não contei pra vocês. Seu Manoel pegou um outro serviço no mesmo condomínio e deixou um outro pedreiro no lugar dele. De vez em quando, ele passava na obra e orientava o serviço. A partir do momento em que o telhado ficou pronto, começaram a fazer o rejunte das paredes e colocar o piso, a obra entrou em marcha lenta e o serviço não rendia. Até que, na semana passada, sem dinheiro para continuar pagando a mão-de-obra, dispensei os pedreiros, tirei 3 semanas de folga no trabalho e estou pegando no pesado.
Tenho certeza que se o seu Manoel tivesse continuado na obra, a casa já estaria pronta e eu já estaria fazendo a mudança. Ok, mas deixemos de ser especulativos e sejamos pedreiros operativos. Assentando o piso, minha média tem sido de 5 metros quadrados por dia. Nada mal, porque em uma semana o outro pedreiro com um ajudante fez no máximo 30 metros. As pontas dos meus dedos estão lisas e doloridas. Realmente, a partir de amanhã terei que usar luvas de proteção, como recomenda a embalagem da argamassa. É que isso, para um Barretense como eu, parece frescura, mas vi que não é.
Combinei com seu Manoel, ele vai instalar a parte hidráulica ainda esta semana, enquanto o filho dele vai fazer o rejunte dos pisos e os rodapés. Na outra semana, faltará ainda colocar as portas nos quartos e nos wc. Com isso, já posso começar a mudança. Comentei que ontem fechei a porta da sala com blindex provisório, o tal "tapume de vidro" e hoje terminei de colocar uma "singela" porta no outro lado da sala: um chapa de OSB com 2,20 de altura X 1,20 de largura, fixada por corrente, cadeado monstruoso e uma tranca de carro presa em um gancho parafusado na parede. Tenho certeza que minha esposa quando ver a solução para "fechar" a casa vai repetir o que sempre diz a meu respeito:"Um homem pode até sair de Barretos, mas Barretos nunca sai de quem nasce lá". Fazer o quê, né? Semos nozes...rs

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ar Condicionado Natural


 Lembro que na escola, eu decorei: "ar quente sobe, ar frio desce." Pois foi exatamente isso que acabei fazendo na casa. A parte mais alta dela, o corredor de acesso aos quartos, ganhou os tijolos de vidros ventilados. Na foto acima, vemos eles, ainda sem a cobertura. Quando colocamos a telha, deixamos ela um pouco mais alta que o restante do telhado (foto da direita), para que o ar que entrou pelo tijolo de vidro tenha circulação e saia. Assim, ... uma espécie de "exaustor" ou "ar-condicionado natural" ajudará a refrescar toda a casa. E, o melhor, sem gastar nenhum centavo de energia, para sempre. Na foto da esquerda, como as telhas do corredor serão vistas pela frente da casa. Esta alteração foi minha, mas tenho certeza que o Pedro Grilo concordará, já que ele gosta em seus projetos de privilegiar o bom uso da iluminação e da ventilação naturais. E cá entre nós, eu detesto aparelhos elétricos de ar-condicionado. Fazem mal à saúde e ao planeta.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O "paredão"

A lateral da casa que dá para o lado Norte, o mais ensolarado, eu chamo de "paredão". Isso pq ele tem 3,5 metros de altura e 11,5 metros de comprimento, pegando a garagem e a varanda. A parede dupla, uma esconde a queda do telhado e a outra faz a sua sustentação. São "apenas" uns 4 mil tijolos, com estrutura de concreto e ferros subindo a cada 75 centímetros. Deve pesar, só pelos tijolos, umas 10 toneladas. 

Na foto acima dá para ver,ainda no início da obra, os ferros que serão concretados Na última foto, a vista de como está ficando a garagem-varanda internamente. Repare na coluna, que a parede é dupla, ou seja, tem 25 cm de largura em toda a sua extensão. Na parte da frente, onde estão os quartos e wcs, tem 3,5 metros de largura. Onde inicia a sala, aumenta a largura para 4,5 metros. Ou seja, o "paredão" abriga  45 m2 de varanda. Mas, temos mais 20 metros de varandas...por garantia. Além da sala e da cozinha (mais uns 42 metros quadrados). Assim, acho que podemos convidar umas 100 pessoas para uma festa que, apertando, cabe todo mundo. Qualquer coisa, o tamanho total do terreno é de 800 metros quadrados, com gramado e árvores  frutíferas. A casa, por enquanto, só ocupará 150 metros.

O tijolinho

Antes de procurar o arquiteto para fazer o projeto, uma coisa eu já tinha certeza: minha casa seria feita com o tijolo ecológico. Ele tem várias vantagens. As ferragens, a fiação e os encanamentos são todos embutidos nos furos dos tijolos. Não tem essa de construir e depois sair quebrando paredes para passar canos, por exemplo. Os furos do tijolo deixam a parede "respirar", fazendo um isolamento térmico e acústico.
O custo? Ele custa mais caro que o tijolo comum, sim. Paguei R$ 600 reais o milheiro dele. Mas, como a casa ficará externamente com ele aparente (economiza-se muito no acabamento), evita o uso de formas de madeira para concreto das colunas, etc...o custo final da obra reduz-se em pelo menos 30%.
Consegui um fornecedor aqui mesmo no DF, que produz tijolos ecológicos com prensa hidraúlica. (contato no facebook: Marcello Presa) Isso dá maior uniformidade e resistência ao produto, porque cada tijolo recebe uma carga de 6 toneladas.
Um detalhe fundamental: como o tijolinho (vou chamá-lo assim, pq ficamos intimos, ok?) evita quebra-quebra e entulho na obra, o projeto tem que ser bem feito antes, para que na primeira fileira de tijolos assentados você já saiba o que vai acontecer com ele, se vai passar fios, canos ou concreto. A dica é: planeje e saiba exatamente o que você fará antes de começar a construir.
A minha casa vai ficar com cerca de 150 metros quadrados, com um orçamento em torno de R$ 100 mil. Mas aprendi vários segredinhos que me fizeram economizar. Mas isso, conto depois.

P.S: pelas dimensões do tijolinho (25x12,5x6,5 cm) são necessários 63 tijolos para cada metro quadrado de parede

Minha Casa Ecológica

Olá, pessoal.
Vamos começar do início. Acho que facilita as coisas. Em junho/11 comecei a construir uma casa em um condomínio no DF. A idéia é ter uma casa  ecológica -a partir do tijolo, que parece um lego-, que seja agradável, prática e que caiba no bolso deste simples mortal.
Primeiro ponto a ser esclarecido. Entendo "ecológico" como algo que seja, também "econômico". Ou seja, respeito aos recursos naturais e também ao bolso. Não entendeu ainda? Vou ser claro: "o tal ecológico de butique não é comigo".
Agora, em novembro a casa está ficando pronta. Espero me mudar para lá ainda este mês. Aqui pretendo compartilhar as experiências que eu tive, as dificuldades, as armadilhas a serem evitadas, enfim, o aprendizado destes 5 meses de peão de obra. Eventuais dúvidas, de eventuais leitores deste meu novo blog serão respondidas com o maior prazer. Mesmo quando a resposta seja: sinceramente, não sei. Ok?
Enfim...é isso. Aguardem o próximo post. Tô começando agora.