Eu falei aqui do seu Manoel e uma amiga até comentou que era o mestre de obras dos sonhos de qualquer um. Mas, uma coisa não contei pra vocês. Seu Manoel pegou um outro serviço no mesmo condomínio e deixou um outro pedreiro no lugar dele. De vez em quando, ele passava na obra e orientava o serviço. A partir do momento em que o telhado ficou pronto, começaram a fazer o rejunte das paredes e colocar o piso, a obra entrou em marcha lenta e o serviço não rendia. Até que, na semana passada, sem dinheiro para continuar pagando a mão-de-obra, dispensei os pedreiros, tirei 3 semanas de folga no trabalho e estou pegando no pesado.Tenho certeza que se o seu Manoel tivesse continuado na obra, a casa já estaria pronta e eu já estaria fazendo a mudança. Ok, mas deixemos de ser especulativos e sejamos pedreiros operativos. Assentando o piso, minha média tem sido de 5 metros quadrados por dia. Nada mal, porque em uma semana o outro pedreiro com um ajudante fez no máximo 30 metros. As pontas dos meus dedos estão lisas e doloridas. Realmente, a partir de amanhã terei que usar luvas de proteção, como recomenda a embalagem da argamassa. É que isso, para um Barretense como eu, parece frescura, mas vi que não é.
Combinei com seu Manoel, ele vai instalar a parte hidráulica ainda esta semana, enquanto o filho dele vai fazer o rejunte dos pisos e os rodapés. Na outra semana, faltará ainda colocar as portas nos quartos e nos wc. Com isso, já posso começar a mudança. Comentei que ontem fechei a porta da sala com blindex provisório, o tal "tapume de vidro" e hoje terminei de colocar uma "singela" porta no outro lado da sala: um chapa de OSB com 2,20 de altura X 1,20 de largura, fixada por corrente, cadeado monstruoso e uma tranca de carro presa em um gancho parafusado na parede. Tenho certeza que minha esposa quando ver a solução para "fechar" a casa vai repetir o que sempre diz a meu respeito:"Um homem pode até sair de Barretos, mas Barretos nunca sai de quem nasce lá". Fazer o quê, né? Semos nozes...rs






