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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Piso pesado

Parecia ser uma oportunidade única. Minha prima comprou um apto e não queria os pisos e materiais de acabamento-padrão que a construtora oferecia. Segundo ela mesma, "frescuras de mulher". Assim, ela iria me repassar este material pela metade do preço de mercado. Porcelanato, pias, metais...Esperei. Mas, como parte dos pisos estava danificada ou fora das caixas, ela não aceitou. Aí foi a vez da construtora enrolar. Teriam que conferir tudo, enviar relatório para a matriz...aguardar uma solução...desisti. Não iria atrasar minha obra esperando resolver esta novela. Assim, voltei ao plano inicial, que era colocar cerâmica na casa toda. Vou usar apenas 2 tipos de piso. Um para a parte interna da casa e outro para área externa. Isso diminui as sobras e perdas de material.
Hoje comprei todos os pisos da parte interna da casa e levei a metade deles na camionetinha (economizei R$ 150 de frete). A outra metade, busco semana que vem. Assim garanto que sejam todos do mesmo lote, sem diferença de tonalidades.
Chegando na obra, era horário de almoço dos pedreiros. Como tinha que resolver isso logo e ir trabalhar, lá fui eu descarregar as 17 caixas de piso. Bom né? Cada uma delas pesa "só" 35 kgs. Ou seja, seria "só" uns 600 kgs. Sobrevivi, até prova em contrário (Amanhã, quando acordar, espero não estar todo quebrado).
Não teremos o porcelanato branco gelo, mas a cerâmica é da mesma cor. As paredes internas serão também todas pintadas de branco. Ou seja, vai ajudar "iluminar" a casa. De qualquer maneira, saio no lucro, já que a metade do preço do porcelanato ainda seria 20% mais caro do que paguei na cerâmica.

(Comentário do dia seguinte: até que não fiquei tão mal. É só não abaixar, que a coluna não dói.)

domingo, 20 de novembro de 2011

"seo" Manuel, o "Mestre"


Quando ia começar a obra, tive que tomar uma decisão importante. Quem iria construir minha casa e de que maneira? Decidi que seria o "seo" Manuel, um mestre de obras que já tinha feito 4 casas em meu condomínio, com excelentes referências (o de verde, nas fotos). Honesto, trabalhador, caprichoso no serviço, não desperdiça material... Esperei ele terminar uma obra, depois ficou uns dias adoentado...esperei. Ok, não deu para ser em abril/maio como eu queria, só conseguimos começar em junho. Ele trouxe um ajudante, o Marcelo, que faz o serviço mais pesado, como misturar o concreto, descarregar os sacos de cimento, etc. Combinamos que eles receberiam por diárias, pagas toda sexta-feira. Neste tipo de acordo, o problema é quando o dono não está presente na obra e o serviço é feito em "marcha lenta". Felizmente, isso não aconteceu. Com apenas 2 trabalhadores, em 6 meses, já estarei morando lá. O custo da mão de obra ficará em torno de 20% do total gasto na casa. Sei que se tivesse 4 pessoas trabalhando, a obra iria mais rápido, mas não seria feita na metade do tempo. E toda semana teria que desembolsar o dobro. Então, preferi ir devagar com o andor...
Sobre o "seo" Manuel, o Pedro Grilo disse o seguinte -"Ele é experiente e esperto, pega as coisas rapidinho. Não tem experiência com o tijolinho, mas você tem informação suficiente para orientá-lo". Sempre ouvia reclamações de quem construia, de que era muito difícil lidar com pedreiros, etc. Acho que a "culpa" muitas vezes está nos "patrões". Cumpri o combinado, nunca atrasei o pagamento deles. Além disso, tem que estar por perto, não deixar faltar material e conversar para saber o que deve ser feito a cada momento. Por exemplo, colocamos os batentes das portas, eu já queria instalar as portas. Conversei com "seo" Manoel e ele falou que primeiro precisaria nivelar o contra-piso e botar a cerâmica. Só depois, sabendo a altura exata do piso, colocariamos as portas. É assim...vivendo e aprendendo, né?

sábado, 12 de novembro de 2011

Aquecimento solar, temos não

Os kits de aquecimento solar estão cada vez mais populares e baratos. Então, por quê não colocar um na casa? Conheço um sistema "caseiro" que utiliza canos de pvc, caixas tetra pack e garrafas pet para aquecer a água, pesquise na internet que é fácil achar. Nas lojas, encontrei kits prontos de aquecimento a partir de 900 reais. Então qual o problema? Adianto que é coisa de "gravidade".
No projeto, minha caixa d'água fica sobre a laje dos wc e área de serviço, "escondida" da frente da casa por aquela "paredinha" no alto. As placas coletoras devem ficar voltadas para o Norte, região mais ensolarada. Justo ali tenho um "paredão" (foto da esquerda). As duas águas do telhado estão voltadas para o Leste (nascente) e o Oeste (Poente). Complicou mas dá pra resolver, né? Daria, se não fosse outro detalhe:  as placas coletoras devem ficar 1,5m acima dos chuveiros, com o boiler acima e tudo isso abaixo da caixa d'água. Ai lascou de vez. Teria que levantar bem a caixa d'água e mudar todo o projeto. Uma ducha de água fria, mesmo. Então, se você for construir e quiser usar aquecimento solar, veja estes detalhes antes de fazer o projeto. O ideal é que as placas coletoras fiquem o mais próximo possivel dos wc, para que a água não esfrie no caminho.
A solução que encontrei para, no futuro, ter água aquecida será um pouco mais antiga, coisa que via  nas fazendas de minha infância: quando for construir no fundo um apto de hóspedes, além da churrasqueira e fogão à lenha, colocarei uma serpentina de cobre no fogão que aquecerá a água desta outra parte da casa. Mas, agora, teremos não. Sorry.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ar Condicionado Natural


 Lembro que na escola, eu decorei: "ar quente sobe, ar frio desce." Pois foi exatamente isso que acabei fazendo na casa. A parte mais alta dela, o corredor de acesso aos quartos, ganhou os tijolos de vidros ventilados. Na foto acima, vemos eles, ainda sem a cobertura. Quando colocamos a telha, deixamos ela um pouco mais alta que o restante do telhado (foto da direita), para que o ar que entrou pelo tijolo de vidro tenha circulação e saia. Assim, ... uma espécie de "exaustor" ou "ar-condicionado natural" ajudará a refrescar toda a casa. E, o melhor, sem gastar nenhum centavo de energia, para sempre. Na foto da esquerda, como as telhas do corredor serão vistas pela frente da casa. Esta alteração foi minha, mas tenho certeza que o Pedro Grilo concordará, já que ele gosta em seus projetos de privilegiar o bom uso da iluminação e da ventilação naturais. E cá entre nós, eu detesto aparelhos elétricos de ar-condicionado. Fazem mal à saúde e ao planeta.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A telha ecológica

Uma aposta que deu certo na casa foi a telha ecológica. Ela é feita de material reciclado, a partir de embalagens tetra-pack (caixas de leite, sucos...etc). Eu descobri pesquisando na internet, pois aqui no DF eu não vi em nenhuma casa ou loja de material de construção. Ela é leve, precisa de pouca estrutura (apoio a cada metro, mais ou menos), não esquenta e não provoca doenças como as telhas de amianto. Tem função acústica também (abafa ruídos). Em relação ao telhado convencional, de telhas de barro, ela é muito mais leve, barata e exige menor gasto com madeira (estrutura).
O problema era como trazer para o DF uma telha fabricada no interior de SP. Pensei até em buscar com a pick-up que comprei para tocar a obra, se o frete ficasse muito caro. Mas, pedindo ajuda de amigos, consegui a dica de uma transportadora que trouxe as telhas a um custo legal.
Tendo as telhas e precisando de poucos pontos de apoio, descartei o uso de madeira e optei pelo uso de estruturas metálicas. Que meu finado avô, que era carpinteiro, especializado em madeiramento de telhados, me desculpe, mas madeira está muito caro, exige manutenção periodica e pode empenar, entortar, dar problemas. Vale lembrar que o DF é muito seco, isso é um complicador para o uso de madeiras. A estrutura metálica é de rápida montagem e, se bem feita, é pro resto da vida.
Em resumo, uma vizinha que fez um telhado convencional, gastou mais que o dobro que eu. E, cá entre nós, o meu telhado é bem mais legal do que o dela.