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terça-feira, 25 de setembro de 2012

O mais complicado na obra


Hoje saio um pouco do padrão habitual do blog, para trazer uma informação que considero fundamental  para quem deseja construir também: a questão dos custo$$$. Ontem mesmo um amigo me perguntou sobre isso. Recentemente, em uma entrevista, me perguntaram qual foi a parte mais "complicada" que enfrentei na construção da casa. Não tive dúvidas, respondi: "-a financeira"...rs.
Calculo que em minha casa tive um custo de R$ 750,00 o metro quadrado construído. Parece muito? Ou pouco? Depende. Tem que levar em consideração vários fatores e, principalmente, lembrar que "nada cai do céu".
Olhando a tabela acima, do Sindicato da Construção Civil (SP), minha casa situaria-se entre um "projeto de interesse popular" e uma "residência popular". Comparado com o valor que eles consideram como "normal" ( R$ 1.231,98 por m2) eu teria economizado 40%.
Aqui no DF, a especulação imobiliária é uma realidade. Ontem, vi uma construtora anunciar que vendeu um empreendimento por R$ 10.500, 00 o metro quadrado. Ou seja, com a minha área construída (quase 150 m2), eles pediriam mais de R$ 1,5 milhão!!! Completamente fora da realidade (pelo menos, da minha realidade financeira).

Alguns fatores que explicam eu ter conseguido "economizar":
  • O tijolinho. O Tijolo ecológico custa mais caro que o tijolo convencional, mas se economiza no acabamento, gasta-se menos argamassa, cimento, areia e evita-se o uso de formas de madeira para as colunas (que são embutidas na própria parede).
  • O telhado. Ao usar a telha ecológica e estrutura metálica, o custo do meu telhado ficou pela metade do que eu gastaria usando madeira e telha colonial.
  • Ter um "projeto". Levei mais tempo "acertando" o projeto com o arquiteto do que na obra em si. Principalmente com o tijolinho, você tem que saber exatamente o que vai fazer. Não adianta querer ficar "inventando" no meio do caminho.
  • A pampinha. Foi um excelente investimento que fiz antes do início da obra. Não paguei frete, não deixei os pedreiros pararem por falta de material e deu agilidade na obra.
  • Pesquisar preços e pagar à vista. Não comprei em um só lugar. Encontrava uma janela em promoção, no tamanho que eu sabia que iria usar, comprava e guardava porque sabia que seria necessária. Pechinchar vale a pena. Porque economizar R$ 50,00 aqui, outros R$ 50,00 ali, no fim da obra isso faz uma grande diferença. 
  • Acompanhar de perto a obra. Além de comprar os materiais, estar "por perto" a cada momento, tirando as dúvidas dos pedreiros, evitando que algo saisse errado. Consertar depois, seria "retrabalho e custos extras".
Assim, só vou me aventurar a fazer a segunda etapa da casa, que seria construir o fogão à lenha, um apartamento para hóspedes e uma "oficina"/quarto de bagunça, quando tiver uma reserva financeira que me permita dar conta. Ou seja, se quero construir mais uns 50 metros quadrados, precisarei arrumar no mínimo mais uns R$ 35 mil reais. É assim, quer a gente queira ou não. Abraços a todos.

P.S.: Hoje estamos plantando a grama. Olha só a parte do fundo da casa já com ela.




sábado, 5 de novembro de 2011

Coisas Brasilienses

Caliandra é o nome desta bela flor, típica do cerrado. Ao fundo, o "paredão" da casa sendo erguido. Hoje, lendo o jornal, vi um caderno especial "Guia Imobiliário", com coisas que a gente só vê aqui no DF também.
Aqui a especulação imobiliária é maluca, os preços são absurdos. Mas, como o mercado está com muita oferta de novos imóveis, a tendência é de queda ou estabilização.
O tal "Guia Imobiliário", claro, tenta dar uma "forcinha" aos corretores, construtoras e demais especuladores. Dizem, por exemplo, que em Águas Claras, o m2 construído custa até R$ 5 mil. Mostram um loft na Asa Sul a R$ 16 mil o m2. Já um condomínio perto do meu, que "vende" o apelo ecológico, diz o jornal que o terreno de mil m2 custa R$ 500 mil. Até então, o que eu tinha ouvido falar era que custava a metade, mas eles jogam o preço para cima, para depois "fazer uma negociação especial para o incauto".
Um morador do meu condomínio, que ganha dinheiro comprando e vendendo imóveis, veio me dizer (sem que eu perguntasse, ok?) que a minha casa quando pronta valerá uns R$ 450 mil. Segundo este mesmo vizinho, o terreno no nosso condomínio hoje custa R$ 100 mil.
Há 3 anos, pagamos R$ 25 mil no terreno. Na construção da casa investiremos uns R$ 100 mil. A especulação imobiliária bate à minha porta, triplicando os valores. Mas, como cantava Tim Maia "não tá vendo, não tô nessa. Porque eu quero, sussego".