sexta-feira, 27 de julho de 2012

Tempo é dinheiro?



Alguns fatores contribuíram para que em 7 meses de obra eu tenha conseguido me mudar para a casa. Houve planejamento, tinha economizado dinheiro para chegar até o telhado antes da época das chuvas, a pampinha agilizou e evitou que eu pagasse fretes, etc. Mas teve um outro detalhe importante: negociei na empresa em que eu trabalhava que iria primeiro na obra e depois para o trabalho. Assim, acordava cedo, via se estava tudo ok ou se precisava comprar mais cimento, por exemplo, e depois ia para o trabalho. Tinha dia que complicava e acabava chegando lá só na hora do almoço. Este "acompanhamento da obra" foi fundamental. Evitou desperdícios, economizou, agilizou.
Pois, bem. Vim morar aqui e claro, faltando ainda alguns detalhes a serem completados. Como plantar grama, cuidar da cerca-viva, das árvores, da calçadinha, fazer o pergolado, horta...e por aí vai. Mudei de emprego, o salário melhorou, mas não tinha mais disponibilidade de tempo para fazer as coisas, só nos fins de semana. Minha passagem neste novo emprego foi rápida. Nestas mudanças, recebi férias, 13º, FGTS...zerei as faturas do cartão de crédito e consegui comprar de novo uma moto. Ou seja, sai no lucro.
Agora tomei uma decisão importante sobre trabalho. Tenho um cliente que presto consultoria há uns 5 anos, temos tido bons resultados juntos, acabamos de ganhar um prêmio importante de marketing e vendas. Negociei com este cliente a prestação de um serviço continuado que me permitirá trabalhar em casa, pela internet. Receberei um valor fixo mensal que pagará as minhas "despesas básicas",  com a possibilidade de fazer outros serviços para este e para outros clientes eventuais, que me darão o "dinheirinho extra". 
Ter a casa e poder trabalhar nela, é a realização de um projeto de vida. Posso organizar melhor meu tempo, evito pegar trânsito todo dia para ir trabalhar e posso cuidar dos detalhes que faltam na casa. Minha esposa comentou que o Alfa vai gostar de conviver mais com o dono também. 
Assim, vamos indo. Como mostram as fotos,  no alto, a cerca viva na parte da frente que acabei de aparar. Do lado esquerdo, a cerca viva da lateral e as estacas que coloquei junto aos pés de maracujá que plantei. Entre estas estacas e a parede da varanda, em breve espero ter o pergolado, que será "invadido" pelo maracujá. Na foto da direita, mais um detalhe da calçadinha feita ao redor de toda a casa. Tem a função de proteger a fundação de infiltrações, fazendo um "passeio" ao redor dela. Vou comprar a pedra miracema e eu mesmo revestirei toda a calçadinha.
Adeus ponto eletrônico e catraca de entrada no serviço. Não sentirei a menor saudade. Abraços a todos.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Fazer. Sempre

Conversando com minha chefe no trabalho, ela disse que a casa dela tem 12 anos e ainda não está pronta. Respirei mais tranquilo, pois até já me trollaram dizendo que a casa está parecendo "obra de paróquia", que não termina nunca. Hoje o pedreiro termina a calçadinha em volta da casa. Pretendo depois revestir com pedra miracema, um pedra áspera, preta, cortada em pedaços de 10X20 cm (mais R$ 800).
Até setembro, antes de começar as chuvas, estas são as prioridades : colocar porta de vidro de correr na sala (atualmente está fechada com vidro fixo. Último orçamento R$ 1,7 mil) Plantar cerca de 400 m2 de grama no terreno (custo R$ 2,4 mil). Construir 4 pilares de alvenaria e colocar o pergolado ao lado da varanda (imagino gastar uns mil reais), fazer o rejunte externo nas paredes com cimento e terra, passar selador (calculo uns 1,5 mil).
Ficará faltando terminar a rampa de acesso à garagem,  levantar 7 metros de muro em alvenaria na frente da casa e colocar um portão de ferro. Mas isso fica para depois, deixa a cerca viva crescer com as chuvas do fim do ano. E claro, programar o caixa para dar conta de tudo.

Falando em fazer, a novidade é a nova Fazer. A XT (a "negona" ao lado)virou o telhado da casa e a Fazer (a azulzinha acima) virou blindex e o piso da varanda. Pois agora, comprei outra Fazer, esta vermelhinha da foto. Do mesmo ano da que vendi, só que com menor quilometragem e mais "incrementada" com acessórios. Já rodei 550 km com ela e gastei exatamente R$ 47,00 de combustível. A pampinha que me perdoe, mas andar com moto é 3X mais econômico.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Cobertura Verde

A lateral da casa, com o "paredão", fica voltada para o lado norte do terreno. Ou seja, onde bate o sol com maior intensidade durante todo o dia. Aquela "pequena" abertura, mais ao fundo, tem 3 metros de comprimento (por isso a grossa viga de sustentação em concreto). O paredão acompanha a lateral da varanda, ou seja, 11,5 metros. Pois bem. A ideia agora é fazer um pergolado em toda a sua extensão, com cerca de 3 metros de largura, sobre a grama que vou plantar em breve.
Para isso, já plantei  6 metros lineares de mudas de maracujá perto da cerca viva, no limite do terreno. Fazendo o pergolado de madeira, ele será "suporte" para o maracujá subir e se espalhar.
Encontrei uma empresa que vende pergolados prontos e instalados. O problema é o preço: em torno de R$ 300, o metro quadrado. Me ofereceram uma "promoção", onde um pergolado com 6 X 3 metros custaria "somente" R$ 4.200. Ou 3 pagamentos de R$ 1.400.
Troquei uma ideia com o "seo Manuel", que está fazendo a calçadinha em toda as laterais da casa e resolvi: ele vai levantar 4 pilares de tijolos (sobraram tijolos), iguais aos que tenho no fundo da casa (foto ao lado), sobre estes pilares colocarei 3 vigas de madeira com 3,5 metros cada. Assim elas terão quase o mesmo comprimento do paredão. Sobre elas eu colocarei vigas de eucalipto tratado, roliços, a cada 40 cm, que terminarão no paredão.
Assim, este pergolado acrescentará 31,5 metros quadrados a minha varanda. Bem maior que os 18 metros do que me ofereceram pronto, por menos da metade do preço. É, me convenci de que vai valer a pena fazer isso. O que vocês acham?Abraços a todos.

domingo, 10 de junho de 2012

Niver da Casa

 Há exatamente um ano eu fotografava o início da obra da casa. Há 5 meses me mudei para ela. A foto na esquerda mostra como está agora. A árvore que aparece junto a pampinha é uma mangueira, que já está com mais de 1 metro de altura. No canto da foto, a parte "limpa, sem mato" é a divisa do terreno. Ali estão as mudas da cerca viva, que agora está indo bem (acertei a adubação). Espero até agosto/setembro, quando volta a chover por aqui, limpar o mato da frente da casa e plantar grama. Isso dará um bom "upgrade" no visual. Daqui mais um ano, espero que a cerca viva já funcione como "muro", cercando todo o terreno.
Enquanto isso, vou cuidando de pequenos detalhes, como por exemplo esta bancada em MDF que estou montando. Serão duas peças iguais, com 80 cm de largura, 40 de profundidade e 80 cm de altura. Elas tem rodinhas e em cima colocarei uma pedra de granito igual a da pia da cozinha. Na parte da frente delas, duas portas de correr e uma prateleira interna. A ideia é que dividam a sala da cozinha, funcionando como bancada de apoio para preparo dos pratos. As rodinhas são para poder levá-las para a varanda quando estiver fazendo churrasco(hoje farei, para comemorar 1 ano do início da obra, ok?). A foto abaixo é de ontem, quando comecei a montar a primeira peça. Hoje montarei a segunda, colocarei as portas de correr e as prateleiras internas. Ficará faltando só o tampo em granito, que durante a semana será colocado.
As árvores frutíferas, a cerca viva, o gramado...espero poder mostrar a evolução no próximo "aniversário" da casa. Afinal, a velocidade do crescimento delas é outra, a mãe natureza é quem dita o ritmo. A gente faz a nossa parte: planeja, planta, cuida e tem que ter paciência. É assim com tudo, né? Abraços a todos.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Lusitec Tecnologias

 A foto mostra o teto do quarto. A estrutura de ferro do telhado segura as canaletas suspensas pelos arames e reguladas pelos esticadores. A altura do forro foi definida em 2,60. A linha dos tijolinhos na parede ajuda a encontrar o lugar certo, é só seguir a linha, oras, pois. Nos tijolinhos, o pá! O segundo passo foi comprar e trazer as placas de gesso pra casa. Claro que o cartão e a pampinha resolveram a parada. Primeiro problema: descarregar as placas sozinho. Para colocar na loja, eram em dois caras e não pareceu muito dificil pra eles. O @lufeba perguntou se o Alfa ajudou. Não, muito pelo contrário. Queria atenção, brincar ou morder as placas, enquanto corre para todos os lados. Detalhe, ele já tinha passeado e corrido atrás de corujas.
Para facilitar o manuseio, as placas vem embaladas de 2 em 2. Dá mais resistência também. Assim, juntas,  pesam 40 kilos (conferi na internet). Sendo 12, logicamente, 240 kilos. O luso-descendente aqui se viu sozinho nesta missão. Não, o Alfa não ajudou. qualquer dúvida, observe algumas linhas acima.
 Peguei as placas que estavam por cima na pampinha e fui levar para dentro de casa. A volta no corredor com a placa de 40 kg, com apenas 12 mm de espessura, larga e alta, não é uma tarefa agradável. Com muito custo e algumas paradas no caminho, consegui levá-las até a sala.
Após alguma reflexão sobre o quê que eu estaire a fazeire nesta situação, a primeira boa ideia. Pegar o estilete, cortar as tiras de papelão que uniam as duas placas. Claro. Ela continua uma tabua, comprida, larga, ruim de pegar, mas mais magrinha. Agora calculo só uns 20 kilos. Cada. Este o segundo problema.
Assim, 10 placas levadas uma a uma depois, tirei a foto das moçoilas. Agora, é só pegar uma a uma e fixar com parafusos na estrutura já montada, né? Simples. Até o seria, naum fossem as placas serem como descrito anteriormente, no peso, na altura e etc, e tudo isso ser feito a 2,6m de altura, sozinho, pelo luso-descendente aqui.
Disfarça, vai pro computer, twitter, facebook. Porque não dar uma pesquisada? Assim, descobri no mercado da internet um elevador de placas de gesso, justamente para a finalidade que me facilitaria a vida neste momento. A não ser pelo preço anunciado da dita cuja, só 2 mil e quinhentos dinheiros. Na foto do tal elevador vemos no detalhe, a sua tecnologia de cabos de aço para girar a manivela.
Olha para o teto, disfarça, imagina a roubada...e, para encurtar a conversa, vou direto para a grande invenção: vou comprar um varal de teto, com as roldanas, cordinhas e tudo, a uns 50 dinheiros e usar os ferros do telhado para fazer o varal funcionar e levantar as placas, deixando-as encostadas nos suportes e eu só tenha o trabalho de botar os parafusos. Comprei 300 deles, só. Será que eu consigo patentear pela Lusitec Tecnologias este varal de placas e vender por uns bons dinheiros? E ainda falam mal de nós luso-descendentes, que a gente é assim meio portuga. Isso é bullying, gente.

P.S.: Na foto que eu kibei do mercadim, tem o nome do fabricante. Agostini Industrial. Ou será Industrial Agostini? Confuso, né?

P.S.2: As placas medem 1,2 m X 1,8 m. Como é de gesso, pode quebrar se cair, bater ou machucar. Não custa esclarecer.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Instalando forro



Mês de maio, o frio começou a dar as caras. Isso me fez "sentir na pele" que os quartos da casa precisariam  logo serem forrados. Desde o projeto, a ideia era colocar placas de gesso acartonado. Custa mais caro do que as plaquinhas comuns de gesso, são maiores, trincam menos, dão um melhor acabamento final, são mais resistentes e o sistema de colocação é diferente. Elas são parafusadas nas guias, que por sua vez são sustentadas por um arame grosso e reguladas na altura por esticadores.
Fui pesquisar o material necessário e resolvi  botar a mão na massa. (O que não é nenhuma novidade, né?). Cortei os arames nos tamanhos certos, coloquei-os nos esticadores (ver foto com o alicate) e com os conjuntos prontos (foto maior), coloquei-os nas canaletas.
Em cada quarto serão 6 canaletas com 3 m de comprimento, com 4 esticadores presos nos ferros de sustentação do telhado. A altura do forro vai ficar com 2,60m. Durante a semana comprarei as placas de gesso (1,80 m x 1,20 m) e as fixarei. Depois é colocar uma fita para dar acabamento nas junções das placas e passar uma massa para tirar as imperfeições. Junto às paredes vai uma cantoneira de metal pela parte interna, onde as placas também serão parafusadas. Sancas de plástico darão o acabamento.
Fiz as contas. Fazendo eu mesmo o serviço, ele sairá pela metade do preço que cobrariam pelo m2 instalado. Ou, vou gastar mais ou menos o que custariam as plaquinhas simples e ter um material de melhor qualidade. Imagino que no próximo fim de semana já estará pronto, ok?

P.S.: Postarei notícias. E fotos, claro.

domingo, 13 de maio de 2012

Não-falantes


Como um bom virginiano com ascendente capricórnio, a teimosia é uma de minhas poucas virtudes. Depois de plantar mais de 400 muda da cerca viva, hoje tirei o mato e plantei mais 40 mudas da sansão do campo. Durante a semana plantarei as que sobraram do outro lado, que já está mais fechado. Isso porque uma parte delas pegou e outra não, ficando com falhas. Agora, devidamente adubadas, com fosfato e esterco de galinha, acho que em breve a cerca cumprirá sua função. Na foto principal a bandeja com as não-falantes e ao fundo uma parte da cerca viva já crescida. Na foto menor, a "fileira das recém plantadas".
Entre o seringal e o pomar no sitio da família em MG, mais o pomar que formei em uma chacara que vendi e o que já plantei aqui em casa, posso dizer que já tenho, no mínimo, 13 mil árvores plantadas. Assim, acho que posso gastar um pouquinho de papel na impressora, que ainda tenho crédito, né? Abraços e filis Dia das Mães, people.